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Centrifugação - Açúcar Branco

Por Bento, Luis San Miguel
Inserida em 2006-09-16    Actualizada em 2010-11-09

A centrifugação é usada para separar os componentes da massa cozida produzida na cristalização, isto é, separar os cristais de açúcar do xarope mãe.
Para as massas cozidas de alta pureza,como na produção de açúcar branco, são usadas centífugas descontínuas de alta velocidade.
No início do ciclo de centrifugação, a cesta da centrífuga a baixa velocidade suficiente para que a massa cozida suba pelas paredes da rede no interior da cesta.
A esta velocidade, a massa que é alimentada à centrífuga vinda do distribuidor através do tubo de carga, subirá ao longo da cesta formando uma camada uniforme. Um sensor mecânico indicará quando a carga da centrífuga está completa. Este sensor atua na válvula de alimentação colocada no tubo de descarga. A centrífuga deve ser chaia à sua capacidade máxima para optimizar o consumo energético. Contudo, para o caso de açúcares especiais de granulometria fina, a centrífuga não deve ser cheia à capacidade máxima devido à dificuldade de purga do xarope neste tipo de massas cozidas.
Depoisa da carga, a centrífuga inicia a aceleração até à velocidade máxima. É importante verificar se o xarope é separado da massa uniformemente e rapidamente. Se tal não acontecer, isso significa que as redes da centrífugas estão bloqueadas ou a massa cozida é de má qualidade, contendo cristais não uniformes ou finos.
Imediatamente à saí8da do xarope deve ser iniciada a lavagem dos cristais de açúcar. Esta lavagem pode ser feita com água e/ou vapor numa ou em duas etapas.
A combinação e quantidade de lavagem depende da qualidade de açúcar desejada, do tipo de massa e dos corantes da massa.
A água usada na lavagem deve ser água de condensados sem partículas sólidas e a 95 oC (mínimo). Esta água é injectada através de injectores espalhadores distribuidis verticalmente de tal modo a que toda a superfície do açúcar seja atinjida pela água de lavagem.
Depois da lavagem acentr´fuga aumenta a velocidade até à sua velocidade máxima.Este período de aceleração deve ser suficientemente longo que permita a separação do excesso de água/xarope envolvendo os cristais. No entanto este período não deve ser tão lo9ngo que lecve à secagem excessiva dos cristais. Neste caso haverá formação de pó de açúcar durante a descarga e torrões de açúcar. A aceleração deve ser tal que se obtenha um açúcar à saída da centrífuga com uma humidade de cerca de3 1,5 %.
Depois do período de centrifugação, a cesta d8iminuirá a sua velocidade de rotação até a uma velocidade que permita a descarga do açúcar. A esta velocidade, uma espátula, "faca", entra no açúcar deslocando-o para o centro e para o ponto de descarga no fundo da cesta. A faca desloca-se na vertical do cimo para o fundo da cesta, provocando a total remoção do açúcar agarrado à rede da cesta. É importante que no final desta operação, a rede da cesta fique completamente limpa de açúcar. O açúcar que é deixado na rede será dissolvido pela ágau de lavagem da rede, diminuindo o rendimento da centrifugação e da cristaçização, aumentando assim o consumo energético e de vapor.
Depois da descarga a rede da cesta é lavado com água quente. A rede deve ficar livre de qualquer açúcar para facilitar a purga de xarope na próxima centrifugação.
O xarope separado durante a centrifugação, xarope de refinação, é utilizado na próxima cristalização ou é enviado para a secção de Recuperação. A gestão dos xaropes é efetuada conforme o esquema de cristalização adoptado.          

Em certos países (como na Austrália) usam-se centrífugas contínuas para efectuar a centrifugação de massas cozidas de açúcar branco.

Bibliografia
Market overview of sugar centrifugals, Zuckerindustrie, 132 (2007) Nr. 6, 471-
           493

E0008

 

 

 

 

 




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